Insights que o filme “Gênio Indomável” me provocou

No dia 10 de Outubro de 2025, estava enfim assistindo o filme “Gênio Indomável” e na linda cena em que o terapeuta (interpretado por Robbie Willians) diz para Will: “Não é sua culpa!”, caí em lágrimas de tanto que me identifiquei com o personagem.
Percebi que carrego essa auto cobrança de ser perfeita, de que tudo que me proponho a fazer deve ser perfeito, obter os melhores resultados e chegar ao topo.
Mas isso é tão incerto, nada pode nos dar a certeza que isso acontecerá e, nessa dúvida, o medo de ser insuficiente me trava. Começo a procrastinar, inconscientemente, tudo. Afasto as pessoas por medo de que elas não gostem de quem eu sou, quando me conhecerem melhor.
Tenho deixado de escrever porque, no fundo, receio que não fique bom. Creio que ainda me imponho metas impossíveis, ou talvez não sejam impossíveis, talvez seja eu que não acredito na minha capacidade e em mim.
A dúvida é: capacidade para que?
De onde tirei essas metas?
Por que acho que tenho que chegar até lá?
Por que é tão importante a aprovação dos outros?
Ou de onde tirei a ideia do que é ser amada?
Por que acho que existem condições para ser amada por alguém?
Penso que essas convicções vieram da comparação com os outros, com as histórias que ouvi e com a forma que fui tratada por todos ao meu redor.
Mas nós, seres humanos somos únicos, cada um cm sua individualidade e história, com sua vivência e experiências.
É incrível como adoro as pessoas, conhecê-las, apoiá-las e desfrutar de suas companhias. Porém sou tão intolerante comigo e meus defeitos.
Mas será que podemos usar esse termo mesmo: Defeito?
No dicionário o significado de defeito é imperfeição, falha ou irregularidade que pode ser física ou moral. Um desvio de uma característica em relação ao seu requisito ideal.
Mas e o que é Ideal¿ Ainda mais quando falamos de pessoas, existe o ideal¿?A perfeição?
Quiçá seja exatamente essa “falha” que nos torne especiais, que nos torne únicos.
  Bom, voltando à minha auto análise, noto que sou tão tolerante com as imperfeições das outras pessoas (melhor dizendo, características delas que não me agradam – pois a percepção sobre essa questão é bem subjetiva para me sentir na liberdade de chamar de imperfeições), todavia não consigo aceitar que sou falha e imperfeita, visto que sempre absorvo a culpa e, muitas vezes, não me permito tentar, porque não acredito que sairá bom o suficiente. Então me saboto, de variadas formas, consequentemente sinto culpo por minha inanição. O ciclo vicioso que me bloqueia e impede meu progresso. Preciso me desprender dele.
Finalmente, o que me pegou na cena citada é que não há metas pré-estabelecidas apropriadas ou um ponto de partida exato, nem mesmo um padrão correto a seguir, ou seja, não há certo ou errado para quem queremos ser ou fazer. Existem as nossa verdades e desejos, nossos sonhos e objetivos. Há o que te faz feliz, faz seu coração sorri e alegra seu espírito.
Não se deixe medir pela ação, reação ou atitude do outro, ou do seu meio. Faz o que te faz feliz e os frutos virão, conforme a vontade e desígnios que estão no seu caminho.      

E me conta, você já se sentiu assim. E como lida com isso? Vamos conversar….                    

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